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Jean-Pierre de Oliveira, o guru do agora

Conversar com Jean-Pierre é um exercício que testa a nossa energia e capacidade de foco. Ele transmite serenidade e um pulsar irrequieto de vida. Características que à partida parecem incompatíveis. Nasceu em Portugal mas viveu em França, numa aldeia bucólia perto de Versalhes, até à altura da faculdade. Regressou a Portugal para fazer Erasmus em Marketing e Economia na Universidade do Minho, Braga. Depois sucedeu-se um estágio e ofertas de empregos de sonho que o foram fazendo ficar. A vida perfeita foi-se esvaziando e transformando num cansaço físico e mental.

Tirou um ano sabático e foi à Índia. Fez diversas formações na área do Yoga e começou a perceber que esta prática podia ser um meio para atingir o tal equilíbrio que lhe faltava. Mas encontrou um grande desfasamento entre os ensinamentos e a realidade. Num curto período de tempo a sua vida deu uma grande reviravolta. Viu-se afastado do mercado de trabalho na área do marketing, sentiu-se desiludido e sozinho. Bali, a sua cadela, tornou-se a companheira mais fiel. Criou a filosofia do seu projeto (Yoga Spirit) e reestruturou a carreira como coach de Yoga depois dos 40 anos. Tudo através de muita força, determinação e busca de conhecimentos que fizessem um ponto de ligação entre o Yoga e a vida quotidiana.

Jean-Pierre de Oliveira, 46 anos, é a prova viva de que a vida e os sonhos não têm prazos de validade. É um pioneiro e uma das principais figuras do Yoga em Portugal da actualidade. Apesar de viver no agora, afirma que a reforma está completamente colocada de lado. Quer inspirar e ser inspirado até ao último sopro.

Como te definirias em breves palavras?

É impossível!

Então hoje, como te definirias hoje?

Hiper, mega criativo, super inspirado e super motivado. Sempre com mil ideias na cabeça. Hoje já escrevi quarto artigos com mais de 1000 palavras cada. Estou a preparar o curso de professores de yoga para este fim-de-semana. Estou a preparar a minha viagem a Bali e a concluir pormenores para outra viagem à Índia e a organizar um retiro no Alentejo. Estou sempre nesse fluir de inspiração e de materialização.

Como foi a tua infância?

Se calhar ninguém sabe o porquê de ter nascido em França…

A minha irmã Glória, a mais velha (somos 3), nasceu com uma deficiência física. E na altura, em Portugal não havia possibilidades para dar acompanhamento a crianças como ela. E os meus pais foram para França não para arranjar um trabalho e ganhar dinheiro, mas para se aproximarem do hospital onde a minha irmã ia ser seguida.

Ficámos numa zona muito bucólica e tranquila de Paris, uma pequena aldeia. E daí a minha infância ter sido muito desconectada da cultura portuguesa e muito ligada à francesa. Em casa falávamos francês para que a minha irmã que só falava português, pudesse desenvolver o francês.

E tivemos uma cultura francesa muito forte.

Tive uma infância feliz, super despreocupada, praticava muito ténis, skateboard, patins, futebol.

E voltaram a Portugal?

A certa altura começámos a vir todos os anos a Portugal, no Verão. O Verão que nunca mais acabava…

O que querias ser quando fosses grande?

Queria ser tudo, tudo me fascinava, os bombeiros, o desporto, a literatura.

Eu lia imenso. No ano dos meus 19 anos li 100 livros. Tinha quase uma obsessão pela sociologia e filosofia francesa. Os franceses são muito fortes neste desenvolvimento da cultura e passou-me pela ideia na altura ter um futuro ligado à filosofia e à escrita.

Mas também era muito manual, conseguia fazer um pouco de tudo.

 E o regresso a Portugal?

Foi assim, estava a um ano de terminar a licenciatura em Marketing e Economia. Em França era obrigatório fazer o serviço militar e eu não queria atrasar muito a tropa. Então aos 21 anos, fiz a tropa, e depois ficava com um ano para estudar com mais tempo e acabar a licenciatura. Mas eles enviaram-me para a Alemanha para um quartel semi-comando (com exercícios malucos na neve em tronco nu).

E depois candidatei-me a Erasmus em Inglaterra. Uns dias antes de partir decidi que depois de 11 meses na Alemanha estava farto de frio, chuva e céu cinzento. “Quero sol e calor” e à última hora escolhi Portugal e fui parar em Braga.

Regressei assim a Portugal, para a Universidade do Minho onde tive um ano fantástico.

No final do curso tinha de estagiar, entrei na Gillette Portugal como assistente de marketing e a partir daí a minha carreira profissional disparou e nunca mais fui embora. Arranjavam-me constantemente trabalho. Fui contactado por um head hunter e entrei no Leroy Merlin .O ser bilingue também foi uma mais valia, entrei na Ballantine´s. As multinacionais queriam o meu perfil. Passei pelo AKI, Intermaché, E.Leclerc.

E e nisto tudo passaram 15 anos.

Como surgiu o yoga?

O yoga é uma longa história de amor que eu não percebi inicialmente. Não era um amor correspondido. No dia em que fiz 16 anos, o meu pai ofereceu-me um livro, o Bhagavad Gita, a bíblia hindu. Há 30 anos que tinha aquele livro e não sabia o que era, mas achava mágico ver aquelas imagens todas dos deuses. Passados uns anos, a Cristina, a minha outra irmã, dois anos mais velha, começou a praticar yoga e eu achava gira aquela cultura toda, a Índia, o Tibete, aquele misticismo, aquele esoterismo. E com 17 anos comecei a fazer pesquisa sobre o que era o yoga.

Obviamente não tínhamos Google nem sequer internet na altura, e eu encontrava livros que tinham mais a ver com a filosofia do yoga do que o yoga como atividade física.

Nos anos 90 começaram a aparecer algumas aulas de yoga no ginásio e eu como praticava muito desporto também em ginásio comecei a ir às aulas de yoga.

Depois comecei a procurar workshops de professores, mas a maioria era fora de Lisboa, em Espanha, na Holanda. Mas eu ia!

Eu tinha uma vida que muitos gostariam de ter. Tinha uma situação profissional excelente, ganhava muito dinheiro, era super independente. Tinha “uma vida de sonho”, viagens, o marketing estava e está na moda e eu estava no meio daquilo tudo, rodeado de um ambiente de multinacional, e era super solicitado. Mas sentia-me ansioso, frustrado, seco.

Eu quando abraço qualquer actividade entrego-me por inteiro, não consigo ver noites, dias ou fins-de-semana. Dedico-me completamente, deixo de ter vida pessoal. Mas adorava o que fazia, o Marketing permite-te ser criativo, concretizar e chegar aos resultados. Mas com isso tudo comecei a sentir-me muito cansado mentalmente, mais do que fisicamente e comecei cada vez mais a procurar apoio a recursos alternativos. Não me sentia deprimido, nem precisava de ir ao médico, nem de receita médica, precisava de saber focar a minha mente e os meus pensamentos e conseguir manter o meu equilíbrio.

E li um livro de um autor americano que é um pouco na onda e geração da Louise Hay. E dizia que se estás completamente perdido na tua vida, a única forma de encontrares um propósito é através do voluntariado. E não tens de escolher o teu voluntariado, é deixares que o voluntariado te escolha. Não tens de ter um objetivo específico, por exemplo trabalhar com cães, com idosos ou crianças ou sem abrigos. O voluntariado tem de ser o apelo. Então cheguei numa sexta feita de manhã à sede do AKI e escrevo no Google: yoga voluntariado. Eram as duas coisas que achava que me iriam ajudar a encontrar o meu equilíbrio. Então aparece-me uma formação de yoga em Portugal que me permite ser voluntário. E começava logo no dia seguinte!

No final não era nada daquilo que pretendia, mas foi ali que fiz uma real formação completa de yoga. Estive para desistir três vezes, mas fiquei para perceber o que não gostava para depois conseguir fazer o que realmente gostava.

Eu funciono assim, às vezes não sabes bem o que queres da vida mas sabes mais facilmente o que não gostas.

Dei-me conta que havia uma desconexão muito grande entre o que eu aprendia durante o curso, ou seja, falava-se de coisas que para mim eram, na altura, muito esotéricas, os chakras, a energia positiva.

Mas quando de manhã chegava à empresa e apanhava logo uma rasteira porque não atingi os objetivos e sou um incompetente?

Acontece muito quando nos interessamos pelas atividades holísticas e percebemos a desconexão entre estas e a realidade, o quotidiano.

Isto começou a criar em mim faíscas e eu a ficar cada mais perdido.

Faltava um elo e esse elo era perceber que estas atividades holísticas têm como objetivo não nos separar da realidade, mas nos preparar para uma vida cada vez melhor. E foi com estas certezas que comecei a desenvolver o meu próprio percurso no yoga.

Mas eu não pretendia ser professor de yoga. Achava que muitas das pessoas que iam para o yoga eram pessoas que precisavam de terapia. E se eu não conseguia resolver os meus próprios problemas internos, não ia ser eu a dar dicas para os outros saírem dos seus problemas.

Resolvi sair do AKI porque sabia que, se continuasse, ia correr mal!

Tirei um ano sabático. Tinha dinheiro de parte, fui à Índia e fiquei lá muito tempo, conheci muitas pessoas em todo o lado. Em Lisboa conheci pessoas com projetos novos, ligadas a uma vida espiritual, que eu não fazia ideia que existia. 

Então pensei em fazer algo que soubesse e que gostasse. Abri uma loja online de equipamento de yoga, que não havia em Portugal.

De repente chega a crise, 2010, 2011, caos total e a loja deixa de dar rendimento suficiente. Muita gente começa a perguntar por aulas de yoga.

Eu, quanto mais olhava para a minha conta bancária, mais me dava conta que tinha de encontrar uma alternativa. Então comecei a dar aulas de yoga a uma, duas, três, quatro pessoas.

Já estava certificado e habilitado a dar aulas de yoga, mas não era o caminho que tinha idealizado. Mas comecei a pensar que o universo estava a conspirar para que isso acontecesse e pensei: vamos lá a isso!

As coisas começaram a acontecer e cheguei a um ponto que o meu rendimento vinha mais das aulas do que da venda dos produtos.

Decidi fechar o negócio e voltar ao mercado.

Mas regressar ao mercado de trabalho com 40 anos em época de crise… não me parecia possível.

Encontrei-me numa situação em que estava completamente falido, tinha fechado a loja, estava esgotado fisicamente porque dou sempre tudo aos meus projetos.

Fiquei de rastos. E houve uma altura que me vi sem saída e pensei: será que vale a pena continuar?

Perdi tudo. Só tinha a Bali, a minha cadela.

Comecei a raciocinar, e só pensava: são os bancos, a economia, as pessoas, e estava muito ferido e senti-me completamente abandonado.

Num vislumbre, como um flash, percebi que o mundo não podia estar todo enganado. Quem estava enganado era eu.

O Yoga fala do Maia, a ilusão, o que achas que é a realidade e o que é a realidade realmente. Tu não podes alterar o que é, a economia, os políticos, etc.. A única coisa que podes alterar é a ti mesmo. Utilizei esse pensamento do yoga e quis comprovar a mim mesmo que o yoga não estava errado.

Peguei em tudo o que tinha de informação e que constituía conhecimento para me recordar que: o mundo pode ser o que é, mas se eu conseguir construir em mim um pensamento positivo eu consigo transformar isso.

E logo nesse dia comecei a pôr em prática, Passei do pensamento à prática, comecei a trabalhar o meu eu interior, na minha forma de pensar. E como não o consegui fazer espontaneamente, porque estava esgotado, fi-lo pela escrita.

Fascina-me a escrita e a bela escrita. E então peguei em cadernos brancos e uma caneta e escrevi, escrevi, escrevi. Escrevi sobre o que desejo da vida e como me sentiria se tivesse essa vida, de forma muito repetitiva, sempre a escrever a mesma coisa.

Passados uns dias aparece-me uma vizinha que me diz: há um call center que vai abrir uma vaga para bilingues franceses. Fui lá ver e era um call center como nunca tinha visto. Começava-se de manhã e acabava-se às 5 da tarde. Não se tinha de trabalhar de noite nem ao fim de semana. E conseguia tirar um ordenado de 900 €.

Entrei logo ali, passados 6 meses fui contactado para entrar para o Marketing numa empresa de informática. O meu ordenado duplicou.

E percebi que com 41 anos há muita coisa que podia fazer.

Voltando um pouco à vossa causa, não vamos ficando mais novos, mas vamos ficando mais experientes. Com o que aprendi, só quero inspirar aqueles que precisam da inspiração que eu não encontrei quando precisava.

E vou demonstrar que isto é possível. E passados uns anos, estava eu a dar uma aula a 2000 pessoas, no Wanderlust (Festival internacional de bem-estar que se realizou pela primeira vez em Lisboa).

Não há prazos de validade para começar.

 Neste momento és um exemplo para muita gente. Sentes que já mudaste a vida de alguém?

Recebo muitas mensagens, vocês não imaginam.

E cruzo-me com algumas pessoas que incentivo e de facto acontece todos os dias, e de várias formas.

Uma delas é as pessoas pensarem que ser professor de yoga é o sinónimo de ser pelintra. Que não se pode ganhara vida só como professor de yoga.

Eu consigo viver do yoga, se abraçares a atividade e te dedicares é possível.

As pessoas vêm o que eu faço, que é possível, mas depois têm dúvidas se elas próprias o conseguem fazer.

A única coisa que posso dizer é que se eu consigo toda a gente consegue, basta determinação. E a determinação é ligada à inspiração. A inspiração que nos faz acreditar que é possível.

 Tens o teu estúdio, dás aulas em vários sítios. Achas que as pessoas procuram yoga mais pelo lado físico, ou também procuram uma forma de se sentirem felizes e bem com elas próprias?

A decisão de fazer yoga está sempre relacionada com as duas, mente e corpo. As pessoas podem não perceber logo à primeira, mas já têm na mente que há um trabalho físico.

E depois há um bichinho em ti que começa a crescer e percebes que é muito mais do que as posturas.

Eu comecei ao contrário, pela filosofia, mas a maioria das pessoas entra pela porta física e essa porta depois abre muitas mais.

Depois percebem a relação da respiração com a mente e com os pensamentos que se vão criando. Esta é uma mensagem presente em todas as minhas aulas.

Começo por aí e depois os mais curiosos começam a querer saber mais. Querem saber que livros que recomendo, onde podem estudar mais, etc.

És o fundador do yoga-spirit. Qual a filosofia deste projeto?

O meu raciocínio é que havia uma grande desconexão entre o que era o yoga e a vida quotidiana, e isso não estava equilibrado, precisava de haver um ponto de ligação.

O yoga-spirit é para que pessoas modernas, que vivem nesta sociedade, mas que querem abraçar a filosofia do yoga, sem se sentirem desconetadas.

Nós somos pessoas ativas, que vivemos o dia-a-dia, que temos as nossas dificuldades.

Ir para uma gruta meditar é o mais fácil, mas o propósito da nossa vida é crescermos com as dificuldades. O yoga vai fazer com que tu vivas o melhor possível a tua vida.

O yoga vai fazer a ponte entre isto e torna-lo possível.

E isto acho que não existe em Portugal. Há 10 anos atrás não existia.

É isso o meu yoga-spirit, juntar o yoga e a vida e fazer com que não sejam desconexas, e que haja um elo de ligação lógico.

 E como aceitas o teu envelhecimento? É algo que te preocupa?

Não o vejo porque nem sequer penso nisso. Só o vejo quando os meus amigos me oferecem cremes anti-rugas! Nos últimos meses já recebi três! (risos)

Obviamente eu por dentro sou a mesma pessoa, mas quando adoeces e te sentes mal e olhas para o espelho e pensas BOLAS!

Eu não procuro a juventude eterna. A vida no corpo muda, mas podemos fazer com que mude da melhor forma possível. O yoga dá-me mobilidade física e mental.

 Envelhecer é algo comum a todos os seres humanos, mas ainda está muito associado a uma patologia, mas envelhecer não é uma doença, é vida.

A vida faz sentido porque envelheces. Numa série que vi, a dada altura há a possibilidade de transferir a tua consciência de um corpo para outro. Assim, os mais ricos acabam por nunca envelhecer. E o que é que acontece? Ficam cada vez mais ricos, cada vez com mais conhecimento, mas aborrecem-se cada vez mais. Já passaram por tudo, já conheceram tudo e não há muito mais que possam fazer.

E na vida, quando sabemos que a lógica é envelhecer, é para nós agarramos à vida e fazermos as coisas.

A educação para o envelhecimento devia começar desde cedo. Não é quando chegamos à idade da reforma que alteramos os nossos hábitos de vida para não envelhecermos.

Nós muitas vezes só damos atenção quando alguma coisa nos preocupa, quando és jovem não te vais lembrar disso. Mas muita coisa está a mudar. Ainda me lembro nos anos 90 em França, se começou a falar de pessoas a ter uma nova vida depois dos 40. Começou a falar-se das mulheres que ganharam poder para continuar a viver. Não acabam aos 30 ou 40. Usam esse amadurecimento que adquiriam. Agora há muitos pais que já fazem desporto e influenciam os filhos nesse sentido.

Há uma mudança de paradigma, que é óptima.

Já pensaste numa idade para pores fim à tua carreira?

Eu escolhi a profissão certa. Eu posso ser professor de yoga até morrer.

O yoga é dominado por dois tipos de professores, os mais velhos, com muito conhecimento e os muito jovens, com grande capacidade física. Nem há muitos professores de yoga com a minha idade.

Sempre fui muito dinâmico e gosto de coisas fortes, mas dou-me conta que há muita gente que já não tem essa capacidade física. Tem de haver um tipo de yoga diferente, adaptado a cada condição.

Não penso em reformar-me, nem sei o que é que isso quer dizer. Acho que não me vou reformar nunca!

 Como te vês com 80 anos?

Por agora vejo-me igual, não me consigo ver diferente. Acho que vou estar com um ar mais ponderado, sem tanta necessidade de responder, de afirmar posições, com mais compreensão para tudo o que possa existir à minha volta.

Vejo-me uma pessoa activa, a continuar a praticar yoga, talvez de uma forma mais aprofundada. Vejo-me a continuar a partilhar.

 Dicas para o bem-estar?

O momento é sempre agora. Não é por nunca teres feito nada antes que não podes começar agora. E começar agora não implica começar com coisas super-radicais. Deves começar de uma forma progressiva, adaptada à tua condição física e mental. É saber que sempre que decides que é o momento agora, vais encontrar pessoas que te vão ajudar e incentivar para conseguires chegar lá. Tudo é possível. E não é por nunca ninguém ter pensado ou feito o que queres que não podes ser a primeira pessoa a fazê-lo.

Eu não sou português falante nativo e escrevi um livro (Slow Living Yoga) e escrevo em revistas. Não sou a pessoa mais flexível do mundo e hoje chegam-me pessoas para que as possa ajudar a melhorar a flexibilidade e a mobilidade.

Quando acreditamos de uma forma muito genuína que temos alguma coisa para oferecer, o universo abre as suas portas.

Um sonho?

Acho que já estou a viver este sonho, é ter uma voz que faça sentido para as pessoas, que as motive, que as inspire, e que as ajude a ver que é nesta vida, neste corpo, com tudo o que há à nossa volta, que temos de construir a nossa experiência e só nós podemos fazer com que essa experiência seja uma bela experiência.

A vida sem prazos de validade é?

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